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26out/110

Tratado de Tordesilhas



Em 1492, durante o período das grandes navegações, Cristóvão Colombo realizou uma das maiores descobertas da época. Financiado pela coroa espanhola, esse navegante genovês afirmou que havia terras a oeste do reino e isso acirrou o clima de disputa com os portugueses na expansão marítimo-comercial.
Para evitar conflitos de maiores proporções, o papa Alexandre VI foi indicado para negociar os limites da exploração colonial entre os dois países: Espanha e Portugal. Aparentemente, Portugal queria garantir seu monopólio sobre a costa africana e a Espanha se preocupava em manter o domínio sobre as terras localizadas a oeste.
Em 1493, foi assinada a Bula Inter Coetera, que estabelecia uma linha imaginária a 100 léguas da Ilha de Açores. Porém, por não satisfazer plenamente aos interesses lusitanos, em 1494, o rei português Dom João II exigiu uma revisão desse acordo. Alguns historiadores acreditam que essa exigência partiu do conhecimento da existência de outras terras ao sul do novo continente.
Para evitar um conflito, os espanhóis aceitaram a revisão e uma nova intermediação do papa. Assim, nesse mesmo ano foi assinado o Tratado de Tordesilhas, que demarcava uma nova linha imaginária.
O acordo estipulava que as terras situadas até 370 léguas a oeste da ilha de Cabo Verde pertenciam a Portugal, e as terras a oeste dessa linha pertenciam a Espanha. Nessa época, o Brasil ainda não havia sido oficialmente descoberto, mas hoje sabemos que essa linha passava de Belém (Pará) à cidade de Laguna (Santa Catarina).
Esse tratado não foi respeitado na prática, várias terras que seriam dos espanhóis foram ocupadas pelos portugueses e mais adiante pelos brasileiros. Contudo, a Espanha não se importou, pois estava mais interessada na colonização da América do Norte.

   
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